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Como funciona o home equity
Você oferece um imóvel quitado como garantia e, por isso, acessa valores maiores, prazos mais longos e taxas bem menores que as de um empréstimo pessoal ou do cartão.
O imóvel continua seu e você segue morando nele. O que muda é o registro: ele passa a ter alienação fiduciária em favor da instituição credora até a quitação da dívida.
Entenda o risco antes de tudo: se a dívida não for paga, o credor pode executar a garantia e você pode perder o imóvel. Esta é a modalidade de crédito com a menor taxa justamente porque é a de maior garantia para quem empresta. Não é um produto para resolver aperto passageiro.
Requisitos do imóvel
- Quitado e com matrícula regularizada no cartório de registro de imóveis.
- Sem pendências como penhora, usufruto, inventário em aberto ou disputa judicial.
- Averbado — construção não registrada costuma precisar de regularização antes.
- Avaliado pela instituição; o laudo define o valor que lastreia a operação.
- Com anuência de todos os proprietários, inclusive do cônjuge, conforme o regime de bens.
Valores, prazos e taxa
As instituições costumam liberar uma fração do valor avaliado do imóvel, não o total. Os prazos são longos, o que reduz a parcela mensal.
A taxa é bem menor que a de crédito sem garantia, mas o prazo longo faz o custo total crescer. Compare sempre o CET e o montante final, e inclua custos de avaliação, registro em cartório e ITBI quando aplicável.
Os riscos da alienação
É o ponto que merece mais atenção de todo este site:
- A inadimplência prolongada leva à execução extrajudicial da garantia, procedimento mais rápido que uma ação judicial comum.
- O imóvel não pode ser vendido livremente enquanto houver saldo devedor.
- Prazo longo significa conviver com a dívida por muitos anos, incluindo períodos de renda instável.
Mais de 25 anos de mercado
Quando faz sentido
Costuma fazer sentido
Trocar dívidas caras (cartão, cheque especial, pessoal) por uma de taxa muito menor; capitalizar um negócio com retorno projetado; custear um investimento de longo prazo.
Raramente faz sentido
Cobrir despesa de consumo, financiar viagem ou tapar um buraco de caixa que vai se repetir. O risco assumido é desproporcional.
Como solicitar a análise
Começamos pela análise de panorama: finalidade do recurso, valor pretendido, situação do imóvel e capacidade de pagamento no longo prazo. Se o caminho não for o mais adequado, dizemos isso.
Nunca há cobrança antecipada para liberar crédito. Qualquer proposta nesse formato, venha de onde vier, deve ser recusada.

